Quarta-feira, Julho 23, 2008

Cinco



Digam vivas, yupis e ypi ypi urras, pois hoje este blogue faz 5 anos! Para comemorar, além do post tradicional, tenho uma novidade: no lugar do típico “Postando ao som de...”, colocarei daqui em diante um player com a música que estou ouvindo. Assim, vocês podem ouvir na hora, sem precisar baixar e sem nenhum custo adicional, o mesmo som que estou curtindo no momento. Mágico, não?

Então chega de firulas. Let’s celebrate!



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Saldo:
Alguns laços de cumplicidade eterna, feitos com risos, canções e poemas, e muito bem atados com uma porção de nós no peito. Outros tantos desfeitos, laceados ou apenas guardados para um momento oportuno daqui a, quem sabe, dez anos ou mais.

Algumas lágrimas escondidas num canto, sentimentos em luto por cinco ou seis vezes. Fundos do poço, do poço, do poço, como disse o bom moço que até hoje continua a me dizer. Pois, mesmo que a alma não seja mais viúva, ainda se esconde miúda quando há contas para pagar ou certas coisas não vão bem.

Algumas dúzias de desencontros e partidas, que como bem definidas, espalham estilhaços de mim por aí. Saudades que batem e batem e batem, sem nunca serem revidadas, porque amor demais, ainda que doa, é melhor do que nada.

Algumas palavras que não foram ditas ou ficaram incompletas por nunca terem que. Pontos finais muito bem aplicados, outros precocemente abortados, por vergonha, incompetência ou falta do que dizer.

Alguns prejuízos e danos incalculáveis, afinal, matemática nunca foi meu forte. Mas sentindo aqui dentro o peso das coisas, independente de mágica, virtude ou sorte, há de se considerar que uma conta é certa: vence o positivo.

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Postando ao som de Radiohead porque:
1. É minha banda preferida.
2. Acho justo colocar uma música da banda preferida em um post comemorativo.
3. O clipe dessa música está badalado, o que me faz ficar com ela na cabeça.
4. Ah, como se precisasse de motivos para ouvir Radiohead, pffff...

Segunda-feira, Junho 30, 2008

Mais um

A melancolia dos dias cinzas de inverno é quebrada pela fumacinha que sai da boca. Quando o frio é novidade, qualquer trivialidade é motivo para sorrir, ainda que seja segunda-feira. Risos: ao achar cool usar cachecol, ao observar as combinações esdrúxulas de casacos, meias e gorros e, principalmente, ao tentar adivinhar quantas camadas de roupas cada pessoa possui e se estão ou não usando ceroulas.

A felicidade besta é quebrada por empurrões e solavancos em um grande vagão lotado de pessoas frenéticas – não há o mínimo respeito por segundas tristonhas. A graça das ceroulas se dissipa em meio a xingamentos mentais e indignação com a falta de educação alheia. O anúncio da próxima estação se esconde nas melodias gritantes do mp3; mera tentativa de levar música a um dia que promete ser monótono.

De tubo em tubo a cidade passa, carregada de verde e cinza que, aos poucos, me parecem habituais. Saio na rua em compasso quebrado, ora lento ora rápido, mas nunca ágil o bastante para a inquietude ao redor. Olho para a placa da loteria comemorando que a Mega Sena acumulou, mesmo não tendo jogado e nem tido intenção de. Mas sempre com a esperança de que um dia posso tentar, tirar a sorte grande e os pés da lama. Os meus e de uma legião de pessoas que se importam comigo ou que vão fingir se importar.

Risos: ao pensar em todos os lugares que poderei conhecer ao ficar milionária, observar as vitrines falidas e ler as notícias grotescas estampadas em um jornal sensacionalista qualquer. Dramas: ao limpar os pés no capacho, apertar o botão do elevador e tirar os fones de ouvido que tanto me foram úteis ao tapear cenas ignóbeis. Por fim, o que resta é desejar paciência para enfrentar mais do mesmo e sorte para que, apesar de tudo, haja groove ao final do dia.


icone musica*** Postando ao som de: Jamie Lidell - Another Day >>> é soul demais, é pop demais, mas tem um quê de bom que me faz sorrir.


Quinta-feira, Junho 05, 2008

A capital

Pegar ônibus com pré-vestibulandos é sempre divertido. Tá, não é, na verdade é um saco, porque o papo deles sempre é monotemático. Já passei por essa fase e, confesso, também já fui chata assim. Mas é engraçado no sentido em que a gente houve algumas pérolas aqui e ali. Como as que coloco a seguir.

- A capital mais fácil de gravar é de Santa Catarina, todo mundo sabe!

- Eu nem sei quais são todos os estados e capitais do Brasil, tem uns muito estranhos que a gente nunca ouve falar...

- Nem eu, confundo tudo! Tipo, nunca sei qual é a do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. E também troco a de Rondônia com a de Roraima.

- Ah, do Mato Grosso é fácil: Cuiabá. E a do Mato Grosso do Sul é Campo Grande.

- De Rondônia eu sei, porque morei lá né? É Porto Velho. E de Roraima é Boa Vista.

[Continua esse papinho chato e eu esperando, com toda convicção do mundo, que uma hora meu querido estado ia ser citado na conversa. Não demorou muito, e lá vem].

- E tem o Espírito Santo também!

- Ah, nem vem, não consigo decorar as capitais do nordeste, é muito nome!

- Dããã, Fulana, ES não é no nordeste né?

- Er... ah, eu sei, só tô comentando que não sei as capitais do nordeste. A do Espírito Santo acho que é Vila Velha.

[Uhu! Cidade Histórica aê!]

- Nãããooo, nada a ver, nem é Vila Velha...

- Verdade, Vila Velha é a capital do Rio!

[Geral ri, eu quase me afogo por dentro]

- Do Rio não, né? Nada a ver, cabeçuda!

- Ah, mas qual é a do Rio então?

- Acho que é Rio mesmo... Estanho, né? O estado ter o mesmo nome da capital.

- Muito estranho, mas... AAAAAH! Lembrei qual é a capital do Espírito Santo!

- Qual?

- É Rezende!

- Aaah...

[E a conversa muda de rumo].

Tudo bem que o ES não é lá o lugar mais badalado do Brasil. Mas Rezende? Sério???


Segunda-feira, Maio 12, 2008

Os maiores da América Latina

Agora está na moda ser o maior da América Latina. Pode reparar, em toda cidade há algum estabelecimento que se qualifica com esse atributo: o maior shopping, o maior parque de diversões, a maior feira livre, a maior igreja evangélica, o maior circo de pulgas.

Sempre me perguntei quem é o responsável por medir as maiores coisas da América Latina. Sim, porque se alguém se auto-intitula como maior, pressupõe-se que houve uma pessoa para medir todos os estabelecimentos e designar o lugar como o maior. É aí que reside o problema: não há responsável. Ninguém nunca se deu o trabalho de propriamente medir as maiores coisas da América Latina. Simplesmente, apontam empiricamente, sem nenhuma base ou pesquisa, o que gera grande confusão, afinal, devem ter mais de 50 maiores shoppings da América Latina só no Brasil, por exemplo. Deixando, assim, os pobres consumidores sem saber quem diz a verdade.

Pensando nessa grande problemática mundial, eu e alguns amigos resolvemos montar uma empresa para medir as maiores coisas da América Latina. Muito simples, o cliente só precisa pagar as passagens aéreas para todas as cidades, que mediremos todos os estabelecimentos do mesmo segmento que o dele. Para isso, teremos a maior fita métrica da América Latina e vamos aferir minuciosamente cada milímetro do espaço, sem dar margem para erros e deslizes. Claro, deve rolar uma ajuda de custo básica, já que é uma tarefa extremamente trabalhosa percorrer desde o vilarejo mais recôndito dos Andes até a cidade mais hype de Trinidad e Tobago.

Após a conclusão do trabalho, o cliente ganhará um certificado reconhecido mundialmente (tipo um ISO 9000, sabe como?), atestando que ele – e apenas ele – é o maior da América Latina, podendo utilizar essa valiosa informação em todos os materiais de comunicação, desde banners, passando por panfletos de rua até aquela placa bonita na frente do seu estabelecimento.

Agora você pergunta: e se o cliente contratar nossos serviços e descobrir que o estabelecimento dele não é o maior da América Latina? Bom, o nosso trabalho é apenas atestar quem é o maior, mas poderemos tomar dois tipos de atitude:
1) Oferecer os serviços de certificado para o concorrente que é o maior – o que é prejudicial ao cliente, entretanto, é um direito nosso.
2) Por um preço promocional, o cliente pode contratar os nossos serviços de destruição dos concorrentes maiores que ele. Temos contato com os maiores grupos terroristas da América Latina, que podem facilmente destruir a concorrência e fazê-lo ocupar o primeiro lugar.
Outro diferencial do nosso trabalho é criar potenciais maiores da América Latina. Por exemplo, você tem um boteco copo sujo e não enxerga nele nenhum atributo para ser o maior. Pois nós vislumbramos em você uma potência! Nossa central de pesquisas vai descobrir qual atrativo colocar no seu bar para torná-lo o melhor. Às vezes, basta você colocar uma banda marcial de anões japoneses, para poder anunciar bem grande na frente do estabelecimento: “O maior bar com banda marcial de anões japoneses da América Latina”. Viu, como é simples?

Então, se você deseja dar um novo diferencial ao seu negócio, entre em contato conosco através dos comentários deste blogue. Se comentar agora ganha inteiramente grátis e sem nenhum custo adicional a maior coxinha da América Latina (se não acredita, veja o vídeo). E se você quer ser um dos nossos colaboradores, não perca tempo e comente também.

ps.: Nossos serviços de medição não são realizados no Suriname porque, obviamente, o Suriname não existe.


Segunda-feira, Abril 21, 2008

Tudo novo.com

Você que é freqüentador desse blogue deve ter reparado que tudo mudou por aqui. Quer dizer, quase tudo. A começar pelo template, que está mais “muderno”, digamos assim. Mas ainda está em fase de testes, aos poucos vou ajustando aqui e ali. A notícia ruim de tudo isso, é que perdi todos os meus comentários, pela enésima vez. Não consegui colocá-los no novo sistema high tech do Blogger. A notícia boa é que, – também pela enésima vez -, vou tentar postar mais assiduamente. Lembrando que, para quem posta a cada dois meses, mais assiduamente pode significar uma vez por mês, quem sabe. Enfim, saibam que vem coisa por aí. Agora vai.

Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008

O que há de novo

Essa foi a primeira coisa que escrevi no ano. Faz tempo, confesso, mas queria fazer uns ajustes antes de postar. Oquei, nenhum ajuste foi feito. Mas está aqui, para quem quiser olhar e ficar a par do que acontece por essas bandas.
...


Olhos atentos, saltados, ansiando por observar em múltiplas direções. Todas as coisas da cidade, ainda que as mais banais, tornam-se motivo de surpresa e admiração: a cor dos ônibus, a arquitetura dos edifícios, a beleza – ou decadência – das praças, o frenesi de milhares de desconhecidos caminhando rumo a um lugar que sabe-se lá onde fica.

Passado o momento de contemplação, é chegada a hora das comparações: as ruas não são tão estreitas e confusas, o calor não é sufocante – retirando a cidade do topo da lista de sucursais do aquecimento global -, a maioria das pessoas é apta a fornecer informações e direções precisas acerca do lugar onde estão, o guia cultural local não se resume a meia dúzia de shows de artistas com musicalidade duvidosa. E dentre milhares de diferenças, há ainda uma ou outra semelhança que contribui para o sentimento de identificação dos eventuais turistas: a cidade também possui ruas com nomes de datas históricas e expoentes da Velha República, como Sete de Setembro, 21 de Abril, Marechal Deodoro e Floriano Peixoto, o centro da cidade é recheado por prédios antigos e comércio varejista que promete ofertas imperdíveis e o trânsito fica caótico por volta das 18 horas. Ainda estamos no Brasil, afinal.

Visitar uma cidade pela primeira vez é uma experiência realmente única e encantadora. Entretanto, esse fato pode ser um tanto quanto assustador quando a visita não terá duração de dias ou semanas, mas de anos ou, quem sabe, de uma vida inteira.

Foi assim, com um misto de êxtase e medo – para não dizer pânico -, que pisei em Curitiba pela primeira vez. Nascida e criada no estado do Espírito Santo, vulgarmente conhecido como “aquele entre o Rio e a Bahia”, sempre tive vontade de me mudar para outro lugar por inúmeros motivos: conhecer uma realidade diferente da minha capixabesca, realizar cursos na área de publicidade - profissão que escolhi exercer até o dia em que ganhar na Mega Sena ou me tornar senhora demais para piadas infames e sacadinhas geniais -, visto que minha terra natal oferece parcas opções para quem não quer ser engenheiro, além de encarar novos desafios profissionais e pessoais.

Tendo os motivos supracitados em mente, resolvi começar o ano com resoluções um pouco diferentes das habituais. No topo da minha lista, em vez do “praticar mais exercícios físicos” e “comer menos gordura trans”, escrevi algo como “largar tudo e começar do zero”. Uma atitude bem radical para alguém acostumada a não tirar tanto os pés do chão e confortável em viver na casa dos pais e com um emprego legal, mas que não prometia grandes perspectivas de vida.

Assim, sem emprego, moradia e todos os itens considerados fundamentais por 99% da população mundial, resolvi me lançar nessa empreitada e encarar todas as dores e as delícias decorrentes de uma mudança de cidade. Ou de vida, como preferirem. E é um pouco dessa aventura que vocês poderão conferir por aqui de vez em quando. Nem sempre literalmente, claro, toda vez que puder tentarei transformar minha peripécia cotidiana em um pouco de poesia.

Quinta-feira, Novembro 22, 2007

Jokers

Jokers

Temos qualquer coisa ali dentro que não dizemos. Um não-dito, contudo, entendido pelo outro através de gargalhadas à toa e comentários despretensiosos – e sarcásticos, sempre.

Temos nas mãos um capuccino muito bom, apoiado em uma mesinha rústica, descascada, envolta por várias outras mesinhas desiguais, paredes com quadrinhos pseudo-cools e murais repletos de recadinhos clichês.

Temos nos pés a vontade de fugir de tudo aquilo que nos impede de ser livres e beber água gelada e café. Mas não fugimos, porque em meio a um edifício comercial qualquer, onde circulam homens de terno e gravata e mulheres de conjuntinhos, existe um não-lugar confortável, com ar de grande centro, tortas deliciosamente caras e - pasmem! - bom atendimento.

Temos nas costas o peso de todas as tarefas ingratas do mundo, ainda assim, arrumamos disposição para rir e fazer dublagens esdrúxulas de corredor. E, claro, para gozar da cara dos outros, escrevendo recadinhos petulantes e pendurando-os discretamente no mural, para que leiam e nem percebam que a mensagem destoa das outras carinhosas e das típicas “passei por aqui” ao redor. Mal sabem que é um vai-tomar-no-cu! disfarçado, um nó desfeito na garganta, um pedido de socorro. Que tem lá sua poesia, afinal, toda piada interna bem sucedida é um sinal de amizade, cumplicidade e todos aqueles sentimentos bonitos que afloram em época de Natal.

É tudo aquilo que temos e, sobretudo, tudo aquilo que sentiremos falta daqui a um ou dois intervalos de tempo.

icone musica*** Postando ao som de: The Most Serene Republic - Compliance >>> estranha e feliz, como os últimos dias têm sido.

Terça-feira, Outubro 30, 2007

Bate-papo

Esse post será um bate-papo. Pois é, estou tão sumida do mundo virtual (e muitos amigos dizem que do real também) e há tanto tempo sem escrever nada, que as pessoas ficam sem notícias minhas. E eu, vice-versa. Então, vamos colocar o assunto em dia?

Ando trabalhando, muito. Em comparação às pessoas que trabalham em outras agências de publicidade, até que não é tanto. Quase todo dia saio no horário ou perto dele, só quando aparecem grandes campanhas ou demandas urgentes que fico presa até altas horas. Mas em comparação a outras profissões, acho que trabalho demais. Consumo quase o meu dia todo trabalhando e chego em casa cansada. Só dá para ler um pouco ou ver alguma coisa na tevê que já está na hora de dormir. Tenho tentado dormir cedo, por volta das 23h, porque acordo cedo para ir à academia. Sim, academia. Você que é sedentário e acha impossível malhar de manhã, inspire-se no meu exemplo. Eu era o ser mais preguiçoso da face da terra. Mas os programas do Globo Repórter sobre saúde tocaram meu coração (oquei, isso é uma ironia, o que tocou é que minha família tem problemas de coração e colesterol alto, melhor não abusar da sorte). Agora sou uma pessoa saudável. Embora às vezes me auto-engano e faço os exercícios de qualquer maneira.

Estou viciada em seriados. Ultimamente, Dexter é o meu preferido. Para quem não conhece, Dexter é um serial killer de serial killers. E também o assassino mais fofo que se tem notícia na dramaturgia mundial. Vejo Heroes também, gosto bastante, embora o começo da segunda temporada esteja meio capenga. Veria Lost, se os caras não tivessem entrado em um intervalo até fevereiro do ano que vem. Uma puta sacanagem ter que esperar esse tempão para saber o que será do seriado depois do último episódio bombástico.

De leitura, empaquei no “Café da manhã dos campeões”, do Kurt Vonnegut. Estou na metade, é bem legal, mas não consigo avançar por pura falta de tempo. Agora me divirto também com o “1001 discos para ouvir antes de morrer”, que ganhei de presente do namorado. É uma espécie de bíblia da música, que reúne resenhas e curiosidades sobre vários cds e LPs que marcaram o mercado fonográfico. Por enquanto, só folheei o livro (que é super grosso!) e tem coisas bem legais. Mas como nem tudo é perfeito, ele se concentra mais no rock e pop, deixando outros gêneros meio de lado. Bom, mas imagine se fosse abranger outros estilos. O nome teria que mudar para “521.897 discos para ouvir antes de morrer”. E bem, qualquer ser humano morreria antes de ouvir tudo isso.

Continuo viajando bastante, namoro à distância proporciona essas coisas. Se você quer ficar rico, experimente montar uma agência de turismo amoroso, voltada para casais que precisam se ver desesperadamente de tempos em tempos. É grana na certa. A última viagem foi no final de semana passado, para o Rio, ver o Tim Festival, dentre outras coisas. A viagem não poderia ter sido melhor. Mas os bastidores dela só serão contados para poucos. Daria muito trabalho escrever tudo aqui.

No mais, a família vai bem e grandes mudanças vêm por aí. Mas agora chega de falar de mim. E você, como vai? Responde aí nos comentários.

icone musica *** Postando ao som de: Radiohead - 15 Step >>> mais uma vez, minha banda favorita não decepciona. Completamente viciada no novo cd.

Domingo, Agosto 26, 2007

Site

Passando aqui para dizer que agora eu tenho um site. Sim, agora além deste endereço, vocês podem me encontrar no mundinho virtual em: www.elisaribeiro.com. Chique, não?

Na verdade, fiz o site com propósitos mais profissionais. Colocar algumas peças publicitárias que estou criando e alguns contos que já foram publicados aqui. Por enquanto é só, mas ando com planos de tornar aquele espaço mais interessante futuramente.

Enfim, se quiserem, está aberto a visitas e comentários. Lembrando que o Prolixa continua firme e forte. Só me falta uma inspiração à altura para movimentar isso aqui.

Domingo, Julho 22, 2007

Falatório

Dia 22 de julho de 2007: data que marca os 4 anos de aniversário deste blogue. Para comemorar, um post que não tem nada a ver com datas comemorativas, mas que foi escrito com verdade, em 5 minutos, numa madrugada dessas.


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Às vezes tenho a impressão que falo demais. Falo “merda!” quando acordo e xingo, tanto, porque a vida só começa depois das dez. Falo no ônibus, frases soltas misturadas com as melodias do mp3, e os palavrões rotineiros se confundem com os lalalás do fone de ouvido. Falo com gente, um, dois, três, seis homens ao mesmo tempo e mulheres ao telefone, frenéticas – e as respondo na defensiva. Falo bobagens intercaladas com risos mais bobos ainda, finjo que estou à toa quando na verdade o mundo cai e, para não lembrar disso, atropelo minhas próprias falas de tristeza e fica tudo bem. Falo nas ruas, sobre planos, a vida e tudo mais, uma falação interminável comigo mesma ou com ele – que é quando mais gosto. Falo com pai, com mãe, com irmão, ok, com este menos porque ele prefere falar com as máquinas – e confesso que isso é bem divertido. Falo com a tevê, agora aberta, contudo, fechada: a críticas e pauladas, mas pelo menos no meu diálogo não a poupo e falo mesmo, na lata. Falo com Kerouac, enquanto viajamos sem rumo pelos states e nos divertimos com gente louca, bebidas, mulheres e pouca grana. Falo sem parar, enquanto olho as estrelas no teto desfocadas; reflexões sobre as falas do dia, novas falas com voz de benzinho, diálogos sem nexo, falo sem parar. E ao cair a noite, quando a tagarelice me explode as veias e mais quero falar não dá. Beijo o travesseiro e anoiteço calada.

icone musica *** Postando ao som de: The Good, the Bad and the Queen - música homônima >>> daquelas que fazem valer o cd.